terça-feira, 28 de setembro de 2010

Então, acho que isso responde...

Pessoalmente, não vejo muita diferença entre relacionamentos homo e heterossexuais atualmente: ambos padecem dessa cultura da coisificação, do consumismo e do descartável!

Porém, no caso homossexual, acho que há dois agravantes. Primeiro, um certo exagero na fantasia de um relacionamento tipo "conto-de-fadas". Há muita fantasia, muitos sonhos, muitos planos... certamente por todos os anos de carência e de vivência intimista de um ideal, com medo de se expor à família, aos amigos, à sociedade e, sobretudo, à sua comunidade religiosa. Em geral, os homossexuais desenvolvem sua afetividade num mundo fantástico e privado, pouco afim com a realidade. A maioria não tem aquela fase de aprender a namorar, aprender a conquistar e, sobretudo, o quebrar a cara e tentar de novo que todo adolescente hetero vive tranquilamente.

Segundo, o fato de acabarmos lançando todos esses sonhos, fantasias e planos desenvolvidos individualmente nas costas do outro. Parece que o outro TEM QUE corresponder, TEM QUE nos amar daquele jeito. E aí - a meu ver - está a maior fragilidade: o não saber lidar com a realidade de que sonhos são projetos e não metas, e que o outro não é nosso salvador mas companheiro. Se "decepciona" muito facilmente por o outro não "corresponder" à nossa fantasia.

Mas creio que essa nova geração está mais preparada para a vida,  ou mais perdida que cego em tiroteio... Enfim o mundo (pelo menos nas metrópoles) já aceita casais homossexuais com muito mais tranquilidade. O casamento homo já é realidade no mundo e, mais dia menos dia, chega aqui e aonde ainda não exista. Os jovens já vivenciam sua homossexualidade desde adolescentes e mais livremente. Acredito que essa próxima geração consiga superar esses "agravantes" e mudar essa cara. 

Mauircio Alexandre.

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