quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Em seu lugar...

Eu em seu lugar, não sondaria meus sonhos, não invadiria meu sono, não andaria descalço pelas nuvens em meios-tons. Em seu lugar, não julgaria ingenuidade inocência, não falaria nada dormiria quieto como quem dá as mãos aos provires, silenciaria medos e não perguntaria os porquês. É que sendo você, teria medo das sombras, das lembranças, das cores, dos cheiros e sabores. Temeria as esquinas, os olhares, os sorrisos, o onde, o como e quem encontrar. Em seu lugar aceitaria o silêncio como eloquência... Domeria quieto e não me faria perguntas para cujas respostas não estejam em perfeita forma. Porque do sono em diante tudo pra mim é mero deleite e pode ser que eu aceite o adeus sem abrir mão das minhas próprias promessas, das quimeras e das trevas reservadas para mim. Alguém cujo os olhos ñ estão molhados pelos fantasmas do passado... Nem cujo coração encontram-se os caminhos aplanados, para fazer de seu deserto um manacial...

Maurício Alexandre.

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