terça-feira, 22 de março de 2011

Epítome


nem todo verso é improviso
nem todo olhar encanta
nem toda moça é riso
nem toda verdade é tanta

se toda sorte é cio
em toda parte esconde
de certo estrada é rio
e pouca alma grande

sei, toda volta estio
vejo todo céu gigante
sou todo mar bravio
isso todo porto expande

todo e qualquer calar  idílio
algum segredo é epítome
nenhuma paixão exílio
nem todo desejo tem nome


Maurício Alexandre.

Nenhum comentário:

Postar um comentário