eu plagiei um poema uma canção
uma construção simples
que falasse de um amor faminto
a carcomer o seu autor
outrora fui um pária
que se fez de escritor
e não honrou a sua pena
ao fingir de outro a dor
eu não valho esse poema
eu não senti aquela dor
não sou digno de aplauso
nem mui digno de louvor
mas poeta é clown de Shakespeare
é comboio de corda e fingidor
e te digo, paga a pena seu moço
uma letra torta e malfadada
entristece mais, pode crer
vê-la seguir por outra estrada
assim, sem mais nem menos
essa flor indelicada...
dedicado ao anônimo aquela que fugiu..
Maurício Alexandre.

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