quarta-feira, 19 de maio de 2010

Déjá vu


De todas as lembranças que eu tenho, apenas uma me intriga muito...

É uma lembrança muito antiga talvez tão antiga quanto minha existência...
Em uma certa viagem que fiz, acabei me perdendo de meu grupo... passei horas sem saber onde estava... caminhei por muito tempo... ao chegar em um parque eu parei e sentei em um banco naquele parque. Quase desesperando pôs-me a pensar... Levantei meu olhos e observei tudo à minha volta... Então começaram a surgir lembranças em minha mente daquele lugar... Pensei eu.
_ Devo está ficando louco nunca estive aqui antes, acho que andei demais... As lembranças começavam a ficar mais claras a medida em que eu me concentrava pra tentar encontrar o caminho de volta. Era um sensação muito estranha pois eu reconhecia cada árvore como se elas fizessem parte de mim... lembrava-me daquele rio, daquela ponte... todas as coisas à minha volta era muito familiar. Era como se eu estivesse em um sonho em que "Eu" não pudesse acordar... Mas era real demais, eu sentia as árvore falarem comigo, as pedras me indicando o caminho de volta... Fechei meu olhos respirei e pensei...
_ Sou uma pessoa racional sou capaz de encontrar o caminho de volta... Talvez meu orgulho não me deixasse perceber que aquelas árvores realmente falavam comigo e as pedras me indicavam realmente o caminho...
Mesmo sem acredita no que me acontecia eu segui o chamado das pedras daquelas ruas... Por um breve instante pensei que estivesse louco, até eu reconhecer o prédio onde estávamos hospedados. O mais intrigante e embaraçoso disso tudo é que, "Eu" precisei me perder para me encontrar. Encontrei lembranças que antes não eram minhas, mas que por alguma razão faziam parte de mim. E novamente perdido "Eu" estava. Não fisicamente, mas emocionalmente, sentimentalmente... Surgia a duvida de quem seria tais lembranças? Vidas passadas? Eu acabara de viver um Déjá vu? Quão assustador foi reviver algo que eu não lembrava.
É sabido que nossa memoria às vezes pode falhar; nem sempre consegue-se distinguir o que é novo do que já era conhecido. Eu já li este livro? Já assisti a este filme? Já estive neste lugar antes? Eu conheço esse sujeito? - essas são perguntas corriqueiras de nossa vida. No entanto, essas dúvidas não são acompanhadas daquele sentimento de estranheza que é indispensável ao verdadeiro déjà vu. Foi o que senti naquele momento um sentimento de total estranheza...
Dois anos depois... quanto eu lembrei do que me acontecera eu falei para minha mãe, ela pareceu um tanto surpresa, olhou para mim e levemente sorrindo disse-me.
_ Isso é uma coisa impossível meu filho você não poderia lembrar desse lugar pôs você ainda não tinha nascido quando eu passeava por lá. E uma vez me perdi também, mas eu ainda estava gravida de Você.
Aquilo foi um choque emocional... Eu acabara de descobri que eu tinha revivido uma lembrança de antes do meu nascimento.... diante de tal afirmação compreendi o por que de sempre viver em defesa... do medo que sempre tive em me perder. Mas que isso encontrei nas palavras de minha uma pista para meu possível bloqueio emocional. Certo disparates vivido em minha infância... agora surgem em minha vida adulta camuflados em paradigmas engmaticos para minha compreensão, mas claros diante do meu inconsciente!!!

Maurício Alexandre.

Nenhum comentário:

Postar um comentário