Era noite, quando a chuva começou a cair. Era uma chuva leve, porém intensa. A chuva fizera bem à cidade. Que agora parecia limpa outra vez. Como se a chuva a redimisse de suas tensões e insanidades. Eu olhava de minha janela, os pingos de agua divina caírem, e me imaginava correndo e sendo abençoado por tal majestosa agua. Era uma noite estranhamente silenciosa por que não dizer quieta. Minha mente tentava concentra-se em observar os pingos da chuva, que de alguma forma exorcizava meus pensamento... Quão lindo era ver aquela chuva cair sobre o solo...Quão delicioso era sentir o perfume das flores noturnas, o cheiro da terra molhada. De olhos bem fechados eu senti os pingos molharem meu rosto, que desciam lentamente pelo meu corpo... Que me despia de magoas e ressentimentos... Que enchia-me de vigor e energia. Fazendo-me sentir em paz. Paz... à quando tempo não sentia tal presença. Uma vez que meu pensamentos estiveram confusos, um tanto ansiosos. Faltavam apenas alguns segundos para meia- noite. Nada se ouvia além do som da chuva, e a quietude da cidade tornava-se quase assustadora como se ela conspirasse. Sentia uma presença cada vez mais forte que envolvia-me em seus braços. Não ousei abrir meus olhos, tinha medo de ser apenas um sonho. Quando a chuva começara a ceder, e eu ouvindo um leve som de sinos tocarem despertei!! Eles celebravam a união de nossos corpos que desejavam-se. Abri meus olhos e em "Ti" estava emerso.
Maurício Alexandre.
"...De olhos bem fechados eu senti os pingos molharem meu rosto, que desciam lentamente pelo meu corpo... Que me despia de magoas e ressentimentos... Que enchia-me de vigor e energia. Fazendo-me sentir em paz..."
ResponderExcluirDIVINO!
É!? Acho que assim como Shekespeare. " A minha consciencia tem muitas vozes,/ E cada uma delas traz milhares de historias,/ E de cada historia "Eu" sou o vilão condenado".
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