Bem, eu não escolhi ter um alter ego. Se você está lendo isso porque acha que pode ter um, meu conselho é o seguinte. Feche esta pagina e acredite em qualquer coisas que seus pais ou amigos falam sobre você. E tente levar uma vida normal...Ter um alter ego é algo perigoso, pra não dizer assustador, você acaba lhe dando com situações inesperadas. Se você é um sujeito normal e está lendo isto porque pensa ser uma mera ficção. Otimo. Mas se você se reconhecer e sentir seu coração palpitar... Pare e pense duas vezes antes de continuar. Você pode ser um de nós. E, uma vez que fica sabendo disso, eles logo saberão. É só uma questão de tempo até eles te encontrarem.
Meu nome é Maurício.
tenho 23 anos. E até alguns dias atrás eu era apenas um garoto que gostava de escrever. Que escrevia sentimentos e emoções antes nunca vivido. Até aparecer em minha vida, "Alexandre" meu alter ego. Ele surge com os primeiros pensamentos, pra não dizer devaneios de minha mente suavemente peculiar. Antes era apenas coisa de menino levado, que como em um diário de bordo, escrevia suas peripécias. Mas ele já existia dentro de minha mente. Estivera todo esse tempo adormecido, esperando ser despertado por um leve suar de sino chamado sarcasmo. Assim surge "Alexandre" ou melhor "Maurício Alexandre" um alter ego narcisista e sutilmente egoísta. Dono de todo que lhe diz respeito.Capaz de viver sentimentos e sofrimentos em palavras. Dores, sabores, paixões e amores em letras de musicas vã... Só para acariciar seu "ego" não por acaso um "alter ego". Assim tomando posse de minha mente faz-me viver tudo o que senti, tudo o que vive pra escrever. Sabe sobre o tempo, caminha pelas horas e senti-se absoluto. Fala de amor com propriedade e excelência. Exala paixão em suas palavras, e as transforma em lágrimas... Lágrimas tão falsas quanto o seu sangue. É capaz de abrir velhas feridas da alma, só pelo simples fato de vê-las sangrar. Cortar a alma com a navalha de antigas lembranças... Por seu desejo enfreado de sentir-se vivo, sentir-se gente. Sabe seduzir e enganar como suas palavras aparentemente dócil ou sutil. Mas não se engane "Ele" é incrivelmente vil... Quem dera fosse gente... do contrario seria "Ele" um chato... "Ele" é parte de mim, minha sombra, meu abismo de interrogações... Um arauto de inspiração, conselheiro ao dias de nostalgia, a fénix que renasce das cinzas do pó desse chão... A fera hostil, um beijo sutil á rima da canção...
Maurício Alexandre.
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