quarta-feira, 2 de junho de 2010

O que sei "Eu"!?


Os ventos que  levam algo de nós... são os mesmos que trazem de volta.  As ondas do mar não são inconstantes, são renováveis. As flores que morrem hoje, torna-se adubo para novas flores. As ampulhetas do tempo começam a escorrer suas areias... Marcando o tempo de vida de cada ser. Cada grão de areia que desce é preciso para dele não aproveitarmos  a nosso favor... O tempo é solidão, portal, fera, absoluto e quimera... E o que sei "Eu" sobre o tempo? O que sei sobre mar, flores, ventos e amores? Como poderia alguém escrever poemas, canções e não saber o que é amar? Como pode ser tal contradição real?  Meu coração é vagabundo, deseja guardar o mundo em mim... minha cabeça meu mundo, as decisões minha sentença. Tudo o que sei, é que nada sei... Da vida não aprendi, de amor nunca sofri... Acho que a paixão causa suspiros e  devaneios. E o que é está apaixonado? Um poeta das paixões que escreve sobre amor e decepções amorosas, e que não sabe expressar como é está apaixonado... É  no minino "Ironia" por que não dizer contraditorio. Vivi em textos paixões, amores, desejos e sabores... Agora eles batem á minha porta, não são mais sutis e generosos... São agressivos e escandalosos... Feras selvagens, caçadores da noite.  E o que sei "Eu" sobre eles!? O que me resta é lutar contra eles ou deixar-me devorar. E depois ressurgir... 

Maurício Alexandre.

Nenhum comentário:

Postar um comentário