Os ventos que levam algo de nós... são os mesmos que trazem de volta. As ondas do mar não são inconstantes, são renováveis. As flores que morrem hoje, torna-se adubo para novas flores. As ampulhetas do tempo começam a escorrer suas areias... Marcando o tempo de vida de cada ser. Cada grão de areia que desce é preciso para dele não aproveitarmos a nosso favor... O tempo é solidão, portal, fera, absoluto e quimera... E o que sei "Eu" sobre o tempo? O que sei sobre mar, flores, ventos e amores? Como poderia alguém escrever poemas, canções e não saber o que é amar? Como pode ser tal contradição real? Meu coração é vagabundo, deseja guardar o mundo em mim... minha cabeça meu mundo, as decisões minha sentença. Tudo o que sei, é que nada sei... Da vida não aprendi, de amor nunca sofri... Acho que a paixão causa suspiros e devaneios. E o que é está apaixonado? Um poeta das paixões que escreve sobre amor e decepções amorosas, e que não sabe expressar como é está apaixonado... É no minino "Ironia" por que não dizer contraditorio. Vivi em textos paixões, amores, desejos e sabores... Agora eles batem á minha porta, não são mais sutis e generosos... São agressivos e escandalosos... Feras selvagens, caçadores da noite. E o que sei "Eu" sobre eles!? O que me resta é lutar contra eles ou deixar-me devorar. E depois ressurgir...
Maurício Alexandre.
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