O dia nasceu, mas o ceu permanecia completamente cinza. As nuvens carregadas choravam sobre nossas cabeças. Um dia cinza, é um dia nostálgico, lento, sombrio... Onde o frio me consome em intensos arrepios... Eu nasci no período de chuva, então aprendi que essa estação seria a mim favorita, apenas pra dormir. Os dias de chuva tem um certo poder de me deixar depressivo, mórbido, mortiço... Sinto-me só! É um sentimento que consome meus pensamentos. Lembro-me das piores e melhores coisas que já me aconteceram em frações de segundo... Então eu escrevo afim de exorcizar meus carmas mentais e fatos que deveriam ser esquecidos. Porém no fundo do baú de minhas memorias existe luz... Que lembra-me do cheiro da terra molhada, de como na infancia era bom correr na chuva, das minhas loucuras de adolescente, das noites que fui aquecido do frio quando estive contigo... De como isso me deixa dócil, o quão posso ser dramatico à racional. A chuva continua a cair e novos pensamentos, sentimentos surgem em minha mente. Tragam-me um café bem amargo porque eu preciso beber, pra continuar a escrever meus devaneios literarios. Depois quero deixar tudo em meu bausinho de memoria. Meus sonhos, desejos, ambições, livros de receita, feitiços de atração, os beijos, as noites de amor, as brigas de ciumes, os olhares que lancei à outro alguém, os segredos jamais revelados, um novo evento. E então adormecer e mergulhar em uma nova jornada noutro plano.
Maurício Alexandre.
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