Toda vez que "Eu" fecho meu olhos lembro de teu olhar... Teus olhos pedem pra "Eu" te beijar. Toda vez que "Eu" fecho meus olhos lembro da saudade que fica, toda vez que vejo você partir. Toda vez que você vai deixa um vazio... Uma lacuna em minha alma que cansa, mas não perde à esperança de um dia ser tudo o que quer. O destino nos armou uma cilada cruel, pra não dizermos vil... Um sentimento puro, dócil, um desejo incrivelmente hostil. Entre "Nós" esse evento, uma doce loucura, adrenalina pura, um segredo, um alento. Se um dia descoberto será uma maldade voraz. Maliguinas línguas,e todo aquele falaraz... Dia de angustia de perseguição, dia de vergonha. Choraria? Sofreria? Por "Você" Talvez... Por mim não. Todo o que sei é que "Eu" quero você. Pertinho de mim, dentro de mim, em cima de mim. "Eu" quero você. Estamos cada vez mais próximos, cada vez mais juntos... Isso é uma maldade fugaz... De uma obscuridade audaz... Quem sabe se "Eu" jogar tudo em um pequeno caldeirão sob chamas vivas e magicas. Sentimentos, desejos, as palavras de Dalai Lama. Quem sabe dá certo... Quem sabe se transformará... O fato é que sinto-me pisar em um campo minado. Antes éramos discretos, hoje somos escandalosos ao ponto de pousarmos para fotos. Desse jeito saberão de "Nós" dois. Dessa nossa vida, dessa nossa farra. Somos olhos, corpos que se entregam... Olhos, corpos, desejos ilegais.
Maurício Alexandre.
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